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STUART CARVALHAIS (1887-1961)

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A INFÂNCIA DO ARTISTA NA CORTEGANA, ALENQUER José Herculano Stuart d'Almeida Carvalhais  foi um notável ilustrador e desenhador, que deixou o seu rasto artístico em inúmeras publicações ( Sempre Fixe , Os Ridículos , Diário de Notícias , ABC, etc.), mas também em outros trabalhos que executou, como cartazes, capas de discos, banda desenhada, capas para livros, cenários, cartões para figurinos e tantos outros. A sua produção artística prolongou-se por toda a primeira metade do séc. XX, e, talvez, não haja quem melhor do que ele tivesse retratado a vida lisboeta de então. José Stuart  Carvalhais nasceu  em 1887, em Vila Real (Trás-os-Montes), filho de José Joaquim d'Almeida Carvalhaes e de D. Margarida Amélia Stuart Torrie, senhora de ascendência inglesa por parte de sua mãe, D. Maria Stuart Torrie que casou com o transmontano José Vitorino Correia Guedes. Quando Stuart nasceu, em Vila Real, era o seu pai o correspondente nessa cidade de um ...

O BAIRRO DO AREAL VAI RECEBER OBRAS

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CÂMARA REÚNE COM A POPULAÇÃO E  APRESENTA PROJECTO Hoje, dia 28 de Janeiro, pelas 18,00 horas, no Museu Damião de Goes (antiga igreja da Várzea), o executivo municipal encontrou-se com a população do secular Bairro do Areal para lhe apresentar o projecto, já em fase adiantada, mas ainda não fechado, de requalificação urbana desse Bairro. Será uma intervenção radical, aquela que o velho bairro operário irá sofrer. Aos moradores presentes foi anunciado que o projecto passará pela renovação total das redes de esgotos - diferenciando o que são esgotos domésticos, dos que são pluviais - e de água, sendo «enterrados» todos os cabos referentes a electricidade e a comunicações.  A Rua Serpa Pinto, outrora uma rua comercial, conhecerá um novo piso ( chapéu chinês invertido) em paralelipípedos de granito, com lajes no eixo central para circulação de peões, os quais passarão a ter prioridade sobre a circulação automóvel. Igual piso conhecerá a Calçada Damião de Goes....

PUBLICADO NO JORNAL "NOVA VERDADE" DE 1 DE JANEIRO DE

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AS PORTAS DO CASTELO Duas portas principais teve o castelo de Alenquer, «a da Villa (na Praça) e a de Santo António (que primeiro se chamou Carvalho por ir para a ponte d’este)». Quem o diz são Esteves Pereira e Guilherme Rodrigues (que terão lido Pinho Leal – Portugal Antigo e Moderno de 1873) no Portugal, Diccionário Histórico, Chorographico, Heráldico [etc.], publicado em 1904, mas igual identificação é possível encontrar na Crónica de D. João I, de Fernão Lopes, ou na setecentista Corographia Portugueza e Descripçam Topografica [etc.] do Padre António Carvalho da Costa, que aí escreveu que a vila de Alenquer «he cercada de muros com duas portas principaes, a da Villa que está na praça, e a de Santo António, chamada antigamente do Carvalho, que vay para a ponte da Coyraça». Outro diccionarista , o Padre Luiz Cardozo, escreveu no seu Diccionario Geografico publicado em 1747, que o nosso castelo era fortaleza «(…) com muitas ruinas; mas ainda com inteira forma se co...

PUBLICADO NO JORNAL "NOVA VERDADE" DE 1 DE DEZEMBRO DE 2017

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OS INGLESES DA CARNOTA (II) GUILHERME JOÃO CARLOS HENRIQUES Guilherme João Carlos Henriques, afilhado de John Smith Athelstane, Conde de Carnota, e seu herdeiro, é o segundo «inglês» de quem aqui trataremos. Tal como o primeiro, era assim chamado pelas gentes locais que sempre viram nele um verdadeiro amigo e muito o estimavam, como aliás todo o concelho de Alenquer, onde foi figura celebrada pelo seu bom carácter, pelo seu amor à terra que o acolheu e por tudo quanto por ela fez, particularmente como historiador local. Também como Athelstane, nasceu em Inglaterra no dia 27 de Março de 1846, recebendo o nome de William John Charles Henry. Foram seus progenitores Sarah Judge e Guilherme Henriques (William Henry), paternidade que consta dos registos paroquiais de seus filhos. Todavia, memorialistas e até seus familiares, falam-nos de um possível casamento ou união de sua mãe Sara Judge com John Athelstane, referindo a existência de um documento comprovativo desse act...

PUBLICADO NO JORNAL "NOVA VERDADE" DE 1 DE NOVEMBRO DE 2017

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ALENQUER DEPOIS DA RETIRADA DE MASSENA Com os seus três Corpos de Exército posicionados frente às Linhas de Torres, Massena desesperou pelos reforços pedidos. Ainda experimentou algumas escaramuças e mudanças de posições, que apenas o levaram a concluir que essas formidáveis fortificações ligando Alhandra ao Atlântico eram inexpugnáveis, ou, pelo menos, inultrapassáveis para as forças sob o seu comando, chamadas Armée du Portugal , de que faziam parte o II Corpo de Exército do Gen. Reynier, o VI do comando do Marechal Ney e o VIII de Junot, mais uma reserva de cavalaria sob o comando do Gen. Montbrun, assim como as habituais tropas auxiliares O seu Chefe de Estado-Maior, o Gen. Fririon, tê-lo-á convencido de que os terrenos acidentados por eles ocupados não garantiam um posicionamento seguro, caso «o agressor [eles] se tornasse agredido», o que poderia vir a acontecer. Nesta situação expectante em que por um mês estacionaram, face-a-face, atacantes e defensores, desde a che...

PUBLICADO NO JORNAL "NOVA VERDADE" DE 1 DE OUTUBRO DE 2017

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A VILA DE ALENQUER E AS INVASÕES FRANCESAS – BREVE APONTAMENTO Num livro intitulado “O Estado de Portugal en el año de 1800”, editado em Madrid, escreveu o seu autor José Cornide, citando um tal M. du Mourier, que «(…) o planalto de Santarém e as alturas de Alenquer cobrem Lisboa e nelas se pode fazer uma guerra de postos muito sangrenta». Seria Mourier um espião ao serviço dos franceses? Napoleão saíra vitorioso do golpe do “18 do Brumário”, com o apoio dos girondinos (alta burguesia), e a França vivia a fase do “Consulado” com os olhos postos nos países vizinhos. Nesses tempos a informação não se adquiria ou circulava rápida como hoje, pelo que havia que jogar por antecipação enviando espiões a bater o terreno disfarçados de viajantes, antes de se lançar os exércitos para além das fronteiras. Seja como for, Cornide, ilustre académico galego, morreu em 1803 e já não assistiu às invasões, Mourier não deixou rasto na história que pudéssemos seguir e Alenquer não teve a tal «...

PUBLICADO NO JORNAL "NOVA VERDADE" DE 1 DE SETEMBRO DE 2017

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OS INGLESES DA CARNOTA (I) «Uma das mais lindas propriedades do concelho e das mais antigas (…) é a Quinta da Carnota, à beira da estrada dos Cadafais a Santana da Carnota, um pouco adiante do lugar dos Refugidos», assim situa Guilherme Henriques a quinta onde seu “padrinho” John Smith Athelstane, mais tarde Conde da Carnota, veio a estabelecer-se em 1852, data em que a adquiriu a Carlos Adolfo de Kantzow, Barão de S. Jorge de Kantzow, como ele um diplomata servindo o seu país em Lisboa. Linda e valiosa pelo seu património já ela o foi. Hoje não garantimos que ainda o seja, mas não é por esse caminho que queremos (e podemos) ir, mas sim pelo das suas origens que remontam ao séc. XV, com o estabelecimento no local de uns piedosos frades que aí edificaram um convento que foi integrado na nova Província de Santo António dos Capuchos, constituída por religiosos franciscanos da "mais estreita observância", conhecidos como “recoletos”, formada em obediência à bula ...